BlogSeu gato está bebendo muita água? Saiba quando se preocupar
Diferente dos cães, os gatos são descendentes de animais desérticos e possuem uma fisiologia única que ajuda a concentrar a urina e extrair o máximo de umidade possível dos alimentos.
Na prática, isso significa que um felino saudável raramente é visto "pendurado" no pote de água.
Quando o tutor percebe que o pet está esvaziando a tigela com frequência, a reação inicial pode ser de alívio, mas a verdade é que a polidipsia(sede excessiva) é um dos sinais clínicos mais importantes na medicina felina.

O primeiro passo é entender o que é normal para o seu pet.
Em média, um gato deve ingerir entre 20ml e 50ml de água por quilo de peso ao dia.
Por exemplo, se você tem um felino de 4kg, o consumo de água estimado para ele é de cerca de 200ml (equivalente a um copo americano).
Outro sinal de alerta comum é se o excesso não está apenas nas idas ao bebedouro, mas também na caixa de areia.
Se os torrões de urina estão muito maiores do que o normal ou se você precisa limpar a caixa com mais frequência, seu gato pode estar tentando compensar uma perda massiva de líquidos.
Além, claro, do comportamento "arteiro" pela casa: quando o pet passa a beber água em torneiras pingando, no box do banheiro ou até nos vasos de plantas.
Quando a sede do gatinho aumenta drasticamente, três patologias principais costumam estar envolvidas:
Essa é a causa mais frequente em gatos adultos já que os rins perdem a capacidade de filtrar e concentrar a urina com a maioridade.
Para eliminar as toxinas do corpo, o organismo precisa de mais solvente (água), criando um ciclo de desidratação e sede.
2. Diabetes Mellitus
O excesso de glicose no sangue acaba sendo excretado pela urina, "puxando" a água por osmose.
O gato bebe muito, mas continua desidratado e, frequentemente, perde peso mesmo comendo bem.
3. Hipertireoidismo
Comum em gatos idosos, essa disfunção hormonal acelera o metabolismo.
O felino fica hiperativo, sente mais calor e, consequentemente, beber mais água para tentar regular a temperatura e o gasto energético.

Se você identificou esse comportamento no seu pet, é preciso ter cautela antes de tentar contornar a situação.
Mudanças súbitas na rotina hídrica do seu felino não devem ser ignoradas.
A detecção precoce de problemas renais ou endócrinos por meio de exames de sangue e urina é o que garante a longevidade e a qualidade de vida do seu companheiro.
Ao notar o pote seco, não espere: procure orientação profissional.
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Por Rafael Alef Dias Laurindo
Jornalista, pai do Tommy e fã de cultura pop, Rafael escreve desde a infância e assina textos que humanizam a informação. Unindo o faro pela notícia ao amor pelos pets para criar conteúdos que aproximam os tutores e seus peludinhos.
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